Planetas em signos: como interpretá-los?


Gente boa,



É muito comum entre os neófitos estudantes de Astrologia iniciar a interpretação de mapas astrais associando um significado específico ao posicionamento de um planeta no signo e na casa astrológica. O fato é que esse procedimento nada tem de relevante para uma correta prática astrológica. Tenham em mente que a interpretação de um mapa natal não pode ser realizada como receita de bolo!



Astrologia é a arte de correlacionar o movimento dos Astros e os movimentos da Terra!



Os signos são como divisões num tabuleiro de jogo. Só se tornam relevantes na interpretação quando há algo lá posicionado. Assim, o signo tinge com suas qualidades qualquer planeta ou ponto que nele se encontre posicionado. A expressão desse planeta ou ponto é então modulada pelo signo e adquire um conjunto de características que condicionam a sua manifestação. Os planetas possuem naturezas próprias, mas o seu movimento pelos signos altera a manifestação dessa natureza.



É da combinação das naturezas dos cinco planetas e dos luminares com as doze qualidades básicas dos signos que nasce toda a diversidade de expressões da natureza. Esta pode traduzir-se nas mais variadas formas: comportamento humano, variações climáticas, eventos mundanos, etc.



PLANETAS NOS SIGNOS: UMA QUESTÃO DE CORRELAÇÃO




Para determinar os efeitos dos planetas nos signos, há que se combinar a natureza do planeta com a do signo em que este se encontra. O planeta terá a sua expressão e significação natural modulada pelas características do signo. O resultado será mais ou menos fluido, conforme a concordância entre as naturezas do planeta e do signo.



Não esqueça: o foco da interpretação está sempre centrado no planeta!


O planeta indica o que está em jogo. Por exemplo, Marte indica a ação, a combatividade, etc. O signo refere-se às características com que se expressa, por exemplo, Touro indica uma expressão sólida, lenta, enquanto Câncer representa uma expressão emocional variável.



Em Astrologia o importante é compreender, não decorar. O essencial é conhecer bem a natureza de cada planeta e de cada signo, para compreender o resultado de qualquer combinação signo-planeta. O estudante que interioriza esta compreensão conseguirá lidar com qualquer combinação, sem ter de recorrer a "receitas" e tabelas de descrições.





Tomemos por exemplo a Lua:



Sua significação inclui entre muitas coisas os humores, tonalidades emocionais e sensibilidades do indivíduo. Se estiver posicionada em Leão, essas tonalidades vão adquirir características deste signo. Temos então um signo de Fogo, Quente e Seco, com uma expressão dinâmica, afirmativa e exuberante; um signo Masculino e Diurno, sendo portanto extrovertido; um signo Fixo, de ações seguras e duradouras.



Desta forma, os humores e emoções representadas por uma Lua em Leão serão exuberantes e afirmativas (Fogo/Colérico), não passando despercebidas (Masculino e Diurno). A sua expressão será firme, podendo por vezes ser teimosa (Fixo).



A expressão do planeta é mais alegre e extrovertida, mas menos receptiva, pois a natural sensibilidade da Lua estará diminuída num signo Quente e Seco, que contraria a faceta Fria e Úmida (Fleumática) do luminar. Também a natural plasticidade da Lua será mais contida devido à fixidez do Leão.



Se considerarmos outro signo de Fogo como Áries, verificaremos que as características de exuberância, afirmação e extroversão serão comuns.



No entanto, uma Lua em Áries apresenta uma maior agitação e propensão à atividade pois o signo é do modo Cardinal.



Da mesma maneira, uma Lua em Sagitário, signo de Fogo e Mutável, adquire uma expressão mais adaptável, multifacetada e dispersa.



É também importante ter em conta o impacto dos planetas regentes dos signos. Neste caso, o Sol regente de Leão, Marte, regente de Áries e Júpiter regente de Sagitário.



Uma Lua em Leão apresentará características nitidamente afirmativas (Sol), em Áries uma atitude mais bélica e precisa (Marte) e em Sagitário uma motivação "justiceira" (Júpiter).



Podemos também considerar os atributos secundários dos signos. Leão é um signo Feroz, o que indica uma expressão emotiva mais intensa e dominadora que nos restantes signos de Fogo. Por outro lado, Leão, Carneiro e Sagitário, são Signos Bestiais o que implica em humores mais bruscos com um impacto social mais negativo.



Dentre os signos de Fogo, Sagitário tem uma faceta dupla, pois é representado por uma figura metade humana, metade animal, o que faz oscilar entre brusquidão e a sociabilidade. Estas oscilações são suavizadas por Sagitário ser também um signo de Outono (mais calmo) e ter como regente Júpiter (planeta da moderação).



Se considerarmos, por contraste, uma Lua em Capricórnio o resultado será muito diferente. Neste caso temos um signo Frio e Seco, de Terra, Melancólico, Feminino, Noturno e Cardinal.




Aqui os humores e emoções significados pela Lua terão uma expressão mais discreta e contida (Feminino/Noturno), envoltas por uma atitude pragmática, um tanto desconfiada e cautelosa (Terra/Melancólico), mas muito ativa e dinâmica (Cardinal). Novamente temos um signo Quadrúpede, pelo que sua expressão será algo brusco, como nos exemplos anteriores, embora moderada pelo elemento Terra e pela sobriedade de seu regente, Saturno.



Pronto, agora o mesmo raciocínio deve ser aplicado aos restantes dos planetas e signos!



Vale deixar bem claro: de nada vale decorar os significados dos planetas em cada signo, o que verdadeiramente importa é compreender os princípios astrológicos que estão na origem desses significados.



AGORA A CHAVE DE TODO ESTE ARTIGO:



Embora cada planeta tenha sempre um significado genérico (Marte significa a ação, Vênus a afetividade, Mercúrio o entendimento, etc.), o que é verdadeiramente relevante na interpretação é o significado específico que cada planeta adquire no horóscopo.



A posição por signo reflete apenas as qualidades com que o astro se expressa, não nos indica a sua função ou importância no contexto geral do horóscopo. Esta informação é fornecida pela posição por casa e pelas regras de delineação, algo que não está exposto aqui neste texto.




Grato pela visita e até a próxima!



*** Este texto é a adaptação de um dos capítulos do livro "Tratado das Esferas", de Helena Avelar e Luis Ribeiro.



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